Olhares à espreita com uma taça nas mãos. Bebam, riam, saúdem, festejem. Comam da podridão da própria carne. Usem de suas línguas afiadas para rasgar um pouco mais. Um pouco mais, isso. Bebam champanhe enquanto o sangue jorra. Ou é sangue o que bebem? Sangue novo, jamais perdoariam. Nada foge aos seus olhares julgadores acobertados com
Sorrisos afáveis ao topo da escada. Empurrariam o que estivesse em seus caminhos. Esfacelariam o que fosse digno de ameaçá-los. As línguas de pontas cortantes esfacelariam-no. Então empurrem-no para o túmulo que cavaram especialmente para aquele cuja indignidade é pequena demais para o abismo em suas almas.
Empurrem-no. Agora cubram-no com terra.
E bebam mais champanhe.
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